
Hoje em dia, grande parte dos dispositivos “wearable” (termo que significa tecnologias para vestir) dos quais temos conhecimento está limitada a relógios inteligentes ou dispositivos para a prática de esportes, mas há muito mais tecnologia – e tecnologias mais úteis – por vir. Acredito que nos próximos anos esse tipo de tecnologia será muito mais diversificada e presente em nossa vida cotidiana.
Com alguns especialistas da indústria projetando vendas de 171 milhões de unidades em meados de 2016, esse tipo de dispositivo possivelmente se infiltrará de forma muito variada, atingindo diversos aspectos de nossa vida pessoal, do fitness aos serviços de saúde, da medicina aos cuidados com o bem estar, sem contar os setores de informação e entretenimento.
Por trás desse cenário de otimismo, no entanto, estão os crescentes relatos de consumidores relutantes em aceitar essa nova tecnologia. Estudos apontam que problemas de compatibilidade, efetividade e barreiras psíquicas e socioeconômicas são algumas questões que podem impedir a adoção dessa tecnologia.

Figura 01 – Atributos Wearable
Graças à importância dada por usuários e pela indústria nos últimos anos, a privacidade também é entendida como uma das maiores preocupações dos consumidores. O rápido crescimento no uso de wearables e implantes tecnológicos continuará a aumentar o volume de dados pessoais armazenados. Combine isso à nossa vida que parece eternamente online e veremos que o risco de nossa identidade e privacidade atingirá níveis sem precedentes.
Embora bastante recente, a tecnologia “wearable” tem tudo para se tornar um grande aliado da saúde em diversos aspectos, tanto na saúde preventiva, quanto nos tratamentos, monitoramento de sinais vitais e até mesmo teleassistencia e telemedicina.
Ainda há muito o que se discutir sobre a tecnologia, até mesmo no que tange à legislação de sua utilização, mas obviamente, é preciso seguir a tendência mundial, o Brasil não pode ficar para trás.
